Digo-te adeus num piscar de olhos.
Levo-te em números. Da porta, de telefone. E também da rua; é assim em Espinho.
Voltamos para os nossos, mas levamo-nos um no outro, num silêncio exclusivo dos dois.Para mim chamaste Sónia há precisamente 7 horas e 30 minutos. Nasceste-me na sala de embarque do José Marti, arrabaldes de Havana. Morena e olhos escuros como eu. Ao fundo a Verónica não é mortalmente bonita como dantes. Quer-me parecer que não voltará a ser.
Vejo-te em direcção aos braços do Raúl, pode ser uma das últimas vezes assim.E seguimos os quatro, longe de sermos dois pares. Antes um. Trocado. Não por muito tempo. Já tinha saudades do norte do Porto.
