Boavista - Este conto terá a brevidade necessária de um par de mamas num relance. Ela está com ar de quem vai atravessar a passadeira sem esperar para ver se o carro pára ou não. Que páre, pensará. Mas ele segue em frente e quem pára é ela, no limite do passeio. Ela fica ali surpresa, apesar de ir no canto do olho esquerdo de um condutor arrependido de não ter cedido a vez à menina. Teria tido mais tempo para dar o devido valor à lycra branca, presa por duas alças singelas, directamente sobre um peito atrevido de sorriso largo. Apontado ao céu, para felicidade dos comuns mortais.
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Pequenas estórias d´Avenida (2)
Junho 10, 2008Pequenas estórias d´Avenida (1)
Março 14, 2008Boavista - Em descendo ao exterior, à hora da pausa matutina, para segredar um cigarro, encontro o sol alegremente tímido. Com uma cara fora de estação, embora feliz. Partilhamos fumo e ideias dispersas. Até já.
Quando volto a descer à rua, o sol não está mais à porta. Já saiu para o almoço. Hoje vou pedir a ementa numa esplanada. Pode ser que ele apareça entre a sopa e o conduto, ou então nas páginas deste jornal que vai comigo debaixo do braço.
