Ai que monumental peça de música. Daquela que diz coisas. A banda sonora do filme Into the Wild. Senhoras e senhores, convosco, Eddie Vedder.
Arquivo de Novembro, 2008
Go Eddie!!
Novembro 28, 2008Portugal portátil
Novembro 27, 2008Portugal é um computador pequeno. Governado pela exclusão de partes. A oposição tem uma primeira fila do tempo da outra senhora. E nas filas de trás, a oposição bem que pode berrar e espernear, da esquerda à direita, porque de tão atrás estar na fila da oposição, o ruído não chega ao destinatário. Por mais que pressionem o botão do volume.
Portugal é um homem comprado, um banco de amigos. É um espelho partido. É relvado e campo de bola, um gritante apito final. É o barulho do giz na ardósia. E como ele, Portugal incomoda, mas no fim sobra só o pó que se sopra para o lado.
Portugal é um surdo e vê mal. Está para aqui moribunbo. E o pior é que já não se lembra; nem sequer de quantas teclas são precisas para fazer… re-start.
Mulher-bomba series [episódio 1]
Novembro 20, 2008Olhar mortífero e decote pronto a disparar.
Auto-retrato
Novembro 18, 2008A isto chama-se escrever para dentro. Não será uma visita prolongada ao espelho; antes uma fotografia com letras. Isso mesmo: um momento. Porque o que por aqui se dirá agora, só dirá respeito a este agora e não mais do que isso. Vamos a isto, mãos à obra pelo que está à vista; pela parte de fora desta embalagem de gente. Vou pelas mãos: estão sempre expostas, sempre “à mão”, mas nunca estão no ponto de mira. Raramente olhamospara elas, melhor, raramente reparamos nelas. Vejo-as iguais, do mesmo tamanho desde não sei quando, com as minhas linhas, os mesmo nós. Da parte de dentro das mãos já nem falo. Essa está como desde sempre. Uma impressão pessoal única.
Estou sentado a meia dúzia de passos do mar. Está frio. Pouco frio, mas frio. O sol espreita por fim. Vem lá do alto, por cima de nuvens brancas e cinzentas. O sol vem devagarinho, gosto de dizer que chega numa velocidade tímida, mas talvez não seja por isso. Talvez o sol também esteja com frio e não tenha muita vontade de sair de casa. A luz do dia reflecte-me o rosto no ecrã do computador. Salienta-me a barba. Preguiçosa, com um ar de quem já não faz nada há uma semana. Os pêlos vivem felizes numa desordem caótica, mas ao mesmo tempo democrática, livres para decidirem para que lado crescer. E eu gosto. Rebeldes, dão uma vida diferente às linhas de uma face emagrecida.
O casaco. A camisa, as calças e as sapatilhas tapam um corpo em mutação. Foram-se os quilos, 10, e vieram as formas. Lisas, endurecidas, definidas. E eu gosto. E gosto acima de tudo da expressão malandra dos olhos. Têm à volta o que mais aprecio em mim: as rugas, caminhos marcados na pele. Lembro-me dos ombros e lembro-me da palavra força. Os braços dizem-me esforço. A barriga, exercício. Os pés e as pernas suportam tudo isto com um sorriso que me transporta para todo o lado. O que está assim mais à vista, por fora, talvez seja apenas a metáfora perfeita de tudo aquilo que acontece cá por dentro. Hoje sou um dia de paz. E até gosto.
Electric Dreams
Novembro 11, 2008Um sorriso. Dois braços bem em meu redor. Pode ser um beijo também. Se não fôr abusar da sorte, um bebé de nariz em quarto crescente e olhos felizes. E pronto. Acho que assim está bem.
