Elsinore by the way

By António Reis

No Castelo de Kronborg

 

Elsinore (Helsingor, Dinamarca), numa viagem marítima, fica a 20 muntos de Helsingborg (Suécia). A partir daqui, lá chegar custa 27 coroas suecas, qualquer coisa como 2 euros e 70 cêntimos. Fomos num dia sol, num paquete da Scanlines com o sugestivo nome de Hamlet. No piso superior, ao ar livre, o meio da viagem, mesmo num dia de temperatura amena, aconselha e pede um casaco. E obriga mesmo a uma descida a patamares cobertos, mas apenase só para demorar o tempo necessário de pedir um café e voltar a subir. Elsinore está sempre em linha de vista, logo desde o porto de Helsingborg.

De corpo já encasacado e caneca de plástico à mão, o melhor é mesmo ficar pelo convés e não perder um segundo que seja, deste zoom sobre o atlântico, ao porto de Elsinore. É um espaço com rugas - numa apreciação sobre o joelho - é um espaço com vida, podem dizer outros, ou poderá ser também e ao mesmo tempo um lugar de histórias. 

Avançando terra dentro, após uma primeira paragem numa casa de câmbios, Elsinore apresenta-se em ruas pedonais muralhadas por espaços comerciais. Ganham com larga maioria as lojas de bebidas alcoólicas. Depois as roupas, a seguir os restaurantes. Logo ali à chegada, uma esquina faz a entrada de um hotel em madeira branca e remates a verde. Ali chegados, estamos no Hotel Hamlet. Um pouco mais adiante, virando numa rua à esquerda e entrando depois numa arcada à direita, estamos no Teatro de Elsinore. Aparece logo depois de um pátio interior. Tem o nome escrito a preto numa parede branca. Tem pó nos vidros e a tinta cinza das portas de madeira está muito gasta. O cheiro é antigo e abandonado.

Fugindo desta baixa comercial, continuamos a pé até ao castelo de Kronborg. Espreitamos Elsinore em duas horas.

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